No Dia Internacional da Mulher, a ministra Damares Alves (da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai ensinar meninos a "levar flores" e a "abrir porta do carro" para mulheres.


Nós vamos dizer que elas são iguais em oportunidades e direitos, mas diferentes fisicamente e precisam ser amadas. Vamos ensinar os meninos a levarem flores para as meninas, por que não? A abrir porta do carro para uma mulher, por que não? 

Depois, pelo Twitter, Damares disse que a iniciativa não acabará com a violência contra a mulher, mas defendeu seu valor.



Ao lado do ministro Sergio Moro (Ministério da Justiça e Segurança Publica), Damares anunciou um convênio entre os dois ministérios para combater a violência doméstica.

A Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, vinculada à pasta de Damares, também lançou um vídeo de 8 minutos, disponível nas redes sociais, como parte de uma "campanha de enfrentamento à violência contra a mulher", com o título #SalveUmaMulher.

Damares também disse que se o governo não "for às escolas", ele não irá alcançar as metas de redução dos índices de violência doméstica no país.

Ela atribuiu parte das agressões às mulheres a supostas ideologias que, segundo ela, pregavam que as mulheres são iguais aos homens.

"Os meninos vão ter que entender que as meninas são iguais em direitos e oportunidades, mas são diferentes por serem mulheres e precisam ser amadas e respeitadas como mulheres. Enquanto nossos meninos acharem que menino é igual a menina, como se pregou no passado, algumas ideologias...já que a menina é igual, ela aguenta apanhar", afirmou.

O convênio assinado hoje entre os dois ministérios prevê a formação de um grupo de trabalho para avaliar formas para disseminar o uso de tecnologias como tornozeleiras eletrônicas e o chamado "botão do pânico" em casos envolvendo violência doméstica.

Moro disse que entre 2015 e 2017, o percentual de tornozeleiras utilizadas em pessoas que respondem por crime de violência doméstica caiu de aproximadamente 4% para 2,7%.

Fonte: Uol